É comum muitos profissionais pensarem que a cura dual de um material é uma questão de escolha da forma de polimerizar. Assim muitos deixam de fotopolimerizar esse tipo de material achando que ele vai endurecer do mesmo jeito.

Talvez não seja bem assim.

A tecnologia de cura por luz surgiu no final dos anos 50 para resolver o problema do pouco tempo de trabalho que os materiais quimicamente ativáveis ofereciam. Tornou-se possível ter um tempo razoável de manuseio do material antes do início do seu endurecimento, que passou a ocorrer somente quando se aplicava a luz. Todavia alguns problemas permaneciam. A luz não conseguia alcançar o material em toda a sua profundidade. Geralmente as camadas mais profundas ficavam sub-polimerizadas e isso enfraquecia os materiais compostos. A solução encontrada foi a inserção incremental em camadas mais finas. Mas esta solução trouxe um novo problema: o tempo de execução dos procedimentos aumentou muito. Numa era em que “tempo é dinheiro”, demorar mais para executar uma mesma tarefa equivale a perder dinheiro, sem falar no aumento dos custos.

Para resolver este problema foi proposto adicionar ao compósito um ativador químico com cura desacelerada. O objetivo era compensar a cura nas camadas onde a luz não alcançava, sem comprometer em demasia o tempo de trabalho. Como observou-se que o material endurecia lentamente, mesmo sem aplicação de luz, isso fez surgir a idéia de que os materiais duais não precisavam de luz para endurecer. Esse endurecimento químico dos materiais duais jamais foi capaz de atingir as máximas propriedades mecânicas dos compósitos, ou seja, endurecia mas não ficava resistente o suficiente, pois a geração de monômero residual era grande devido à reação incompleta. A aplicação simultânea de luz mostrou-se fundamental para produzir uma cura eficiente. Portanto, configura-se um erro privar de luz um material dual.

Resumindo: você tem que fotopolimerizar sempre um material dual. Não se pode privá-lo de luz. Quanto mais luz aplicada mais rápida será a cura e mais resistente se tornará esse material. Mas atenção: nunca deixe de armazenar esses materiais em geladeira. Temperaturas ambiente podem deteriorar o catalisador químico diminuindo a sua eficiência e reduzindo o seu prazo de validade.

Conheça os cimentos duais Superpost Cement e Superpost Core Cement. O primeiro oferece ótima fluidez que evita a formação de bolhas durante a cimentação. O segundo, além de cimentar, permite a construção do núcleo coronário oferecendo também um tempo de trabalho maior. Saiba mais aqui, clicando aqui.

Seja sempre bem vindo ao meu blog! Toda semana uma novidade para você.

* O autor é professor de Dentística Restauradora, pesquisador e desenvolvedor de tecnologias inovadoras em odontologia. Sócio-fundador da Superdont Ind. e Com. Ltda, responde pela Pesquisa e Garantia da Qualidade na empresa. Desenvolveu diversos materiais odontológicos inovadores e protocolos cínicos. É autor dos livros “Odontologia com Fibra – Atlas de Compósitos Reforçados, 2003″ e Odontologia com Fibra – Guia Prático de Aplicações Clínicas”, 2011″. Possui mais de 1000 palestras ministradas em todo o Brasil.”

3 thoughts on “CIMENTO DUAL PRECISA DE FOTOPOLIMERIZAÇÃO?

  1. Olá Izio Mazur. Tenho estudado sobre cimentos duais desde meu Tcc e Mestrado. Tenho alguns resultados de pesquisas e testes que são contrários à sua matéria. Se estiver interessado em lê-las me procure que te envio. Sou mestrando em Biomaterias Odontológicos pela Universidade Anhanguera.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *