O desejo por uma substituição fixa dos elementos dentários perdidos sempre acompanhou a odontologia. Nos últimos anos os avanços na área de implantodontia mudaram os procedimentos que, por décadas, nortearam a substituição de um ou mais dentes ausentes. Até então o arsenal terapêutico da odontologia se resumia às próteses parciais removíveis ou às próteses-fixas, ficando muitas vezes a decisão por conta do fator custo.  Por mais que a implantodontia tenha avançado ainda não se pode indicar os implantes para a totalidade dos pacientes.  Persistem 4 situações onde a indicação de implantes  pode ficar comprometida, são elas:

  • Custos dos procedimentos: para muitos pacientes os implantes ainda estão distantes devido ao seu custo não se encaixar no baixo poder aquisitivo da população.
  • Medo de procedimentos cirúrgicos: eis um quesito que ainda é ignorado por muitos profissionais. Existem pacientes que não conseguem superar o medo de um procedimento cirúrgico, bem como da sensação de uma broca perfurando seus maxilares com o posterior rosqueamento de uma peça dentro do osso.
  • Proibições de natureza médica: diabéticos descompensados, fumantes inveterados, cardiopatas graves, pacientes oncológicos e portadores de distúrbios coagulatórios, dentre outras doenças, compôem uma classe de pacientes onde os implantes podem se tornar contra-indicados.
  • Doente periodontal: uma contra-indicação que vem ganhando força atualmente vem justamente da área da periodontia. Por mais paradoxal que possa ser, boa parte dos candidatos a implantes são aqueles que perderam seus dentes naturais pela doença periodontal. Admite-se que não exista exatamente uma “doença periodontal”, mas um “doente periodontal”, cuja doença estará presente enquanto o doente existir, pois a doença não se extingue com a simples perda dos dentes, como se pensava no passado. Muitos estudiosos acreditam que o doente periodontal corre mais riscos do que a população normal de perder os implantes pela periimplantite”, o que pode vir a se constituir em contra-indicação.

Pelas considerações acima não constitui exagero estimar que mais de 70% da população brasileira estaria abaixo dos requisitos mínimos para receber um implante.  Diante disso restariam novamente a prótese parcial removível e as próteses-fixas. A primeira não se encaixa no sonho de consumo da população, pelo estigma da “perereca” e dos aparelhos removíveis. A segunda recai no custo que hoje, praticamente, se nivela aos implantes.  Resta uma solução, pouco divulgada e pouco ensinada, que abrange baixo custo, boa resolução estética e fixação: a prótese-fixa instantânea reforçada por fibras. Em meu livro Prótese-Fixa Instantãnea – Guia Prático de Aplicações Clínicas, abordo diversas técnicas que podemos realizar, inclusive utilizando dentes de estoque. Mais ainda, dentro dessa mesma filosofia de instantaneidade, baixo custo e alta resolução estética, abordo também diversas técnicas sobre núcleos estéticos ancorados por pinos de fibra de vidro, adesão dentinária em dentinas secas e diversas outras dicas e soluções que vão facilitar o seu dia-a-dia na prática clínica.

No dia 23 de setembro de 2016 estarei na ABORJ ministrando esse curso teórico de 4h. Sejam bem vindos!  Para quem não puder comparecer informo que os próximos cursos serão ministrados durante o CIOSP 2017.

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Está com dúvidas? Escreva pra mim: sac@superdont.com.br

Seja sempre bem vindo ao meu blog! Toda semana uma novidade para você.

*O autor é professor de Dentística Restauradora, pesquisador e desenvolvedor de tecnologias inovadoras em odontologia. Sócio-fundador da Superdont Ind. e Com. Ltda, responde pela Pesquisa e Garantia da Qualidade na empresa.  Desenvolveu diversos materiais odontológicos inovadores e protocolos cínicos. É autor dos livros “Odontologia com Fibra –  Atlas de Compósitos Reforçados, 2003″  e Odontologia com Fibra – Guia Prático de Aplicações Clínicas”, 2011″. Possui mais de 1000 palestras ministradas em todo o Brasil.”

 

2 thoughts on “PRÓTESES-FIXAS INSTANTÂNEAS – POR QUE SE INTERESSAR?

  1. Sou simplesmente uma pessoa q sofre com dentes q se foram durante a gravidez de minha filha há 34 anos me restam 3dentes na boca e sofro tanto com isso…mas depois q li esse artigo me senti renovada mas minhas esperanças.sou de baixo poder aquisitivo.tomara q de certo e q um dia pessoas como eu q viveram anos a fio em consultórios dentários possam ter a esperança de se ter algo melhor do q as famosa dentaduras e próteses q tanto nos deixam deprimidos como e meu caso.obrigada

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